Perla celebra a arte em apresentação no Teatro SARAH

Lucy Alves e Jubileu Filho se apresentando no Teatro SARAH.
Lucy Alves e Jubileu Filho se apresentando no Teatro SARAH.

“Pintem sempre.” Foi essa a mensagem que a cantora paraguaia Perla deixou para o público após se apresentar no Teatro Sarah. Em uma tarde marcada por música, descontração e interação com a plateia, a artista revisitou sucessos de sua trajetória e falou, em entrevista, sobre lembranças de infância e sua relação com a arte.

Acompanhada ao teclado pelo maestro Luiz Alexandre, Perla passeou por seu repertório com sucessos como “Chiquitita”, “Fernando” e “Mercedita”, que fizeram a plateia cantar junto e mantiveram o clima descontraído até o encerramento, com “Galopeira”.

Entre uma música e outra, Perla contou histórias de sua vida e mostrou o bom humor que acompanha sua trajetória. Espirituosa e brincalhona, arrancou risadas da plateia em diferentes momentos e se entregou ao palco, cantando, dançando e interagindo com o público. Relembrou ainda passagens de sua carreira, como a época em que se apresentava como cantora de TV, e reforçou que a música sempre foi, para ela, uma espécie de válvula de escape. “[…] É meu remédio, é calmante estar no palco. A arte cura. A música, a arte, é como uma pintura na vida das pessoas.”.

Em entrevista após o show, Perla contou que enfrentou dificuldades ao lado da família ainda no Paraguai, mas que sempre admirou o Brasil e se interessou por sua história e sua cultura. Foi também na infância que nasceu sua relação com a pintura: ela sonhava em desenhar. “Eu queria pintar, mas eu não tinha dinheiro para comprar os lápis importados que precisava”, recordou. Hoje, além de cantora, define-se também como pintora e gosta de desenhar suas próprias roupas. Para ela, a pintura, assim como a música, é uma forma de acessar sentimentos: “quem se dedica à arte, consegue perceber nela a atitude e o sentimento de cada pessoa. Eu incentivo você a pintar, a fazer arte”.

A relação com a arte voltou a aparecer quando Perla cantou, ainda na entrevista, um trecho de “Angelitos Negros”, canção presente em um de seus LPs e que traz o pintar como imagem central de sua letra. A música serviu de ponte para a mensagem que a cantora deixou ao público: um incentivo para que a arte continue sendo forma de expressão e de cura.

Como já é tradição nas apresentações realizadas no Teatro Sarah, o encerramento foi marcado pela entrega de flores à artista. O paciente Carlos Augusto subiu ao palco e entregou o buquê à cantora em nome de toda a Rede Sarah, representando, segundo ele, o carinho de pacientes, médicos e demais integrantes da instituição.